Novas Formas de Buscar no Google: O Futuro das Pesquisas Já Começou
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Novas Formas de Buscar no Google: O Futuro das Pesquisas Já Começou

Novas Formas de Buscar no Google: O Futuro das Pesquisas Já Começou

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As novas formas de buscar no Google já estão reescrevendo a experiência de pesquisa: a página de resultados virou um ambiente de resposta, onde a IA organiza informações, conecta formatos (texto, imagem, vídeo), sugere caminhos e reduz a distância entre pergunta e solução. 

Para quem vive de SEO e conteúdo, isso significa repensar estrutura, processos e métricas, sem abandonar o básico, mas elevando a barra de clareza, utilidade e atualização contínua.

Neste artigo, a proposta é dupla: explicar com calma o que mudou (e por quê) e mostrar como adaptar sua operação de conteúdo para aparecer nos módulos mais visíveis da SERP, nos resumos com IA e nos formatos multimídia que o Google vem expandindo. 

O objetivo não é vender fórmulas prontas, e sim construir repertório e disciplina editorial para navegar esse novo cenário.

O que mudou na busca: de lista de links a ambiente de resposta

O Google sempre caminhou para reduzir atrito, mas agora esse movimento ganhou um acelerador: os módulos de resumo inteligente (produzidos por IA), os blocos multimídia e as trilhas de aprofundamento por intenção. 

Em vez de oferecer apenas uma lista de dez resultados, a SERP passa a entregar um “pacote” mais completo: uma síntese, links de referência, perguntas relacionadas, carrosséis, vídeos e guias. Isso não elimina a disputa por posição orgânica, mas muda onde o valor aparece.

Na prática, o usuário faz menos “pula-pula” entre abas e resolve mais cedo, com menos cliques. 

Para marcas e times de conteúdo, o jogo deixa de ser só “posicionar uma página” e passa a incluir “ser citado/referenciado” nos resumos e módulos. 

O que sobe? Conteúdo claro, atualizado, com dados, estrutura escaneável e propósito (resolver uma dúvida real). E essa é só uma das novas formas de buscar no Google

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Por que isso está acontecendo agora

Existem três vetores óbvios por trás dessa virada:

  1. IA generativa: os modelos estão mais capazes de resumir, agrupar e contextualizar. Eles “enxergam” padrões entre conteúdos e conseguem explicar a mesma coisa de formas diferentes, conforme a intenção da busca.
  2. Mudança de comportamento: as pessoas fazem perguntas mais longas, naturais e específicas (a famosa long tail conversacional), que pedem respostas objetivas e contextualizadas.
  3. Competição de atenção: parte das pesquisas “acontece” em TikTok, YouTube, Reddit, Amazon e até assistentes de IA. O Google responde tornando a primeira tela mais útil e completa, tentando reter a resolução da dúvida na própria SERP.

O resultado disso é um ambiente em que a intenção de busca e utilidade percebida comandam o destaque.

Intenção de busca: como a SERP lê a pergunta e entrega formatos

A pergunta “o que a pessoa quer fazer agora?” guia a montagem da página. Se a intenção é definição, a SERP tende a oferecer um resumo curto e um glossário com links confiáveis. 

Se é comparação, surgem listas, tabelas e vídeos; se é como fazer, entram passos numerados, vídeos tutoriais e perguntas relacionadas. 

Esse “roteirinho” vai depender do contexto explícito da consulta (condições, restrições, perfil do usuário).

Para conteúdo, a lição é direta: responda com o formato que a intenção pede

Conceitos pedem clareza e exemplos; comparações pedem critérios e honestidade; tutoriais pedem passo a passo, prazos, pré-requisitos e erros comuns. 

E tudo isso precisa ser resumível: cada seção deve ter um mini-insight que, isolado, faça sentido.

Novas formas do buscar no Google: a expressão por trás da mudança

Quando falamos em novas formas de buscar no Google, estamos descrevendo uma SERP que deixa de ser estática. 

Hoje ela se adapta à tarefa do usuário, costura fontes, aponta caminhos e “explica” melhor. 

No centro disso estão os resumos com IA, que reúnem a essência do tema com referências e abrem portas para outras explorações (vídeo, guias, comparativos). 

O efeito colateral é a redistribuição do tráfego: parte das respostas nasce e termina ali mesmo.

Para times de conteúdo, o recado é simples e exigente: mais clareza, mais dados, mais atualização e mais formatos úteis

A forma como o texto é estruturado (parágrafos-resposta, H2/H3 descritivos, exemplos reais) influencia diretamente a chance de ser citado nos módulos que mais chamam a atenção.

AI Overviews e resumos: como tornar seu conteúdo “citável”

Os resumos orientados por IA “puxam” trechos de conteúdos que demonstram utilidade, precisão e contexto. Não existe check-list mágico, mas há práticas que aumentam a probabilidade de destaque:

Parágrafo-resposta inicial: comece pelo essencial

Antes de desenvolver, entregue um resumo objetivo em 3–5 linhas, que serve ao leitor (resolução rápida) e à IA (um “núcleo” claro para citar). Evite rodeios; diga o que é, por que importa e qual é o próximo passo.

Subtítulos que viram perguntas (e respostas)

H2 e H3 devem espelhar dúvidas reais. Em vez de “Considerações Gerais”, prefira “Como comparar X e Y sem errar nos critérios?”. E sempre abra cada subtítulo com texto que contextualize, e só depois parta para listas, passos ou tabelas.

Dados, fontes e exemplos

Demonstre evidência: números, pesquisas, variações por cenário. Cite a fonte, explique premissas. 

Sempre que possível, inclua exemplos concretos. Não é decorar a SERP, é ajudar a IA (e o leitor) a entender em que condições aquilo é verdadeiro.

Atualização contínua

Reescreva trechos que envelhecem rápido (preços, prazos, políticas, tecnologias). Indicadores de atualização (data de revisão, nota editorial) aumentam confiança e, na prática, a chance de reaparecimento.

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E-E-A-T em linguagem humana (Experiência, Expertise, Autoridade, Confiabilidade)

O famoso E-E-A-T deixou de ser buzzword e virou um jeito de mostrar lastro nas novas formas de buscar no Google:

Experiência

Conte o que você já tentou, onde errou, como resolveu. “Na prática, a gente percebeu que…” vale ouro. Demonstra vivência e evita generalidades.

Expertise

Assinatura com mini-bio, credenciais quando existirem, e principalmente clareza didática: explicar bem é um indicador de domínio.

Autoridade

Links e menções de sites relevantes, participação em eventos, artigos convidados, colaboração com especialistas. Autoridade é construção coletiva, não auto-declaração.

Confiabilidade

Transparência sobre fontes, política editorial, revisão técnica quando necessário. Ao final dos posts, vale um bloco “Como este conteúdo é produzido e atualizado”.

Além do Google: por que a otimização é “Search Everywhere”

As pessoas pesquisam pedaços da mesma dúvida em vários lugares. O que nasce como uma pergunta no Google pode continuar em um vídeo de 60 segundos no TikTok, um comparativo no YouTube, um texto mais denso no blog, um checklist baixável e uma discussão em comunidades. Em vez de brigar com isso, acompanhe:

Reaproveitamento nativo

Leve o mesmo insight para cada canal, no formato esperado: short explicando o “como”, carrossel com critérios e erros comuns, guia com fundamentos e dados, planilha para decisão. Assim, você “aparece” nos diferentes pontos onde a busca acontece.

Sinal cruzado de autoridade

Quanto mais seu conteúdo circula (e é útil) fora do site, maior a chance de referências, links e citações, o que volta a impulsionar presença também no Google.

Métricas que importam na nova SERP

CTR continua relevante, mas não conta a história toda quando parte das respostas acontece sem clique. Desloque o foco:

Retenção e profundidade

Tempo médio de leitura, scroll, relacionamento entre seções (quais H2 seguram mais atenção). Isso ajuda a lapidar a estrutura.

Interações qualificadas

Salvar, copiar, compartilhar, clicar em CTA útil, preencher um formulário leve. Interação sem “clickbait” vale mais.

Conversões assistidas

Entenda o papel do conteúdo no caminho até a venda. Muitos posts não convertem sozinhos, mas encurtam a jornada, e isso precisa aparecer no relatório.

Presença em módulos e citações

Acompanhe rich results, aparições em carrosséis e, quando possível, menções em resumos. É um proxy de visibilidade que não depende só de cliques.

estrutura google

 

Produção “AIO-first”: escrever para IA e pessoas ao mesmo tempo

Uma boa arquitetura editorial facilita a vida de quem lê e de quem resume nas novas formas de buscar no Google:

Abertura com promessa cumprida

Um parágrafo-resposta que diz o essencial, sem floreio. Em seguida, um mini sumário em texto explicando como o artigo se desdobra (não é índice mecânico; é visão de rota).

H2 e H3 descritivos, seguidos de texto

Nada de subtítulo “cego”. Cada H2/H3 abre com um parágrafo que contextualiza a seção. Só depois entram listas, passos e quadros.

Comparações com critérios

Quando a intenção exigir escolha, mostre critérios claros (custo, tempo, complexidade, risco) e explique para quem cada opção funciona melhor. A tabela só faz sentido se seus critérios forem honestos.

Dados e fontes

Dê número, explique o “de onde veio” e o “até quando vale”. Na dúvida, prefira uma fonte sólida com pequeno delay a um número solto e recente sem lastro.

FAQ real

Seis ou mais perguntas de linguagem natural, derivadas do atendimento, vendas e comentários de leitores. Cada resposta deve funcionar sozinha como um mini-insight.

CTA com utilidade

Nada de “fale conosco” genérico. Ofereça diagnóstico, planilha, roteiro, checklist. Converta graças ao valor, não apesar dele.

SEO técnico que sustenta o destaque

Nas novas formas de buscar no Google, a casca técnica continua sendo diferencial.

Dados estruturados

Use Article/BlogPosting para o post, FAQPage para o bloco de perguntas e HowTo se houver passo a passo. Com vídeo, adicione VideoObject. É melhor sinalizar direito que torcer por detecção automática.

Performance e higiene

LCP/CLS/TBT ajustados; imagens otimizadas; scripts essenciais; canonical coerente. Cuidar da base evita que um conteúdo excelente perca a corrida por detalhe.

Linkagem interna

Pense em hubs: pilares com satélites que resolvem partes específicas da dúvida. Links internos guiam a jornada e dão contexto semântico para a SERP.

Imagens e transcrições

Imagens com alt-text descritivo e vídeos com transcrição melhoram acessibilidade e entendimento, além de abrirem portas para módulos visuais.

Jornada completa: do topo ao fundo (sem perder a mão)

A nova busca mistura intenção e estágio. Mapeie seu tema de ponta a ponta e crie clusters:

Topo de funil

Definições, tendências, glossários, problemas comuns. A missão é ensinar sem vender.

Meio de funil

Critérios de comparação, estimativas de custo/tempo, listas de “o que considerar”. A missão é ajudar a decidir.

Fundo de funil

Como implementar, riscos, integrações, prova social, cronogramas realistas. A missão é remover atrito da decisão.

Cada peça aponta para a próxima. Posts isolados não constroem presença estável.

Modelos de seção que funcionam (e por que funcionam)

Esses são alguns modelos que funcionam. 

Guia completo

Antes da lista, explique ao leitor o que vai mudar depois que ele terminar aquele bloco. Contexto + passos numerados + erros comuns formam um trio que a IA “entende” e reutiliza.

Comparativo honesto

Explique por que certos critérios pesam mais que outros em cenários diferentes. O ganho vem da adaptação por contexto, não de concluir que “X é sempre melhor que Y”.

Estudo de caso

Traga o problema real, a abordagem, os resultados (com números) e as lições que qualquer pessoa pode aplicar. Isso gera citações e eleva a autoridade do domínio.

FAQ — Perguntas frequentes sobre as novas formas de buscar no Google

1) As novas formas de buscar no Google vão matar o SEO tradicional?
Não. O SEO muda de forma: segue centrado em responder melhor, com estrutura, dados e clareza. O que muda é que parte das respostas agora acontece na própria SERP, então o conteúdo precisa ser resumível e citável.

2) O que colocar no topo do post para aumentar a chance de destaque?
Um parágrafo-resposta de 3–5 linhas que entregue o essencial; depois, um parágrafo curto com a rota do artigo. Em seguida, H2/H3 descritivos, cada um iniciado por texto (não comece direto com bullets).

3) Preciso de vídeo em todos os posts?
Não, mas vídeos curtos ajudam em buscas de “como fazer”, comparativos rápidos e demonstrações. Se for produzir, inclua transcrição e marque com dados estruturados quando possível.

4) Quais dados estruturados devo usar com mais frequência?
Article/BlogPosting para o post, FAQPage para perguntas frequentes, HowTo para passo a passo. Se houver vídeo, VideoObject. Isso aumenta a chance de rich results e melhora o entendimento da IA.

5) Como medir sucesso se o CTR cair?
Olhe para retenção, interações qualificadas, conversões assistidas e presença em módulos/citações. Em muitos temas, a utilidade entregue sem clique é parte do impacto.

6) De quanto em quanto tempo devo atualizar conteúdos?
Para temas sensíveis (preços, políticas, prazos), trimestralmente. Guias pilares pedem micro-atualizações mensais (dados, prints, links). O ponto é manter o acervo vivo.

7) Vale otimizar para outras plataformas além do Google?
Sim. As pessoas “pesquisam” também em TikTok, YouTube, Reddit e assistentes de IA. Reaproveite o mesmo insight de modo nativo para cada canal, e use isso para fortalecer autoridade global da marca.

8) O que mais influencia ser citado em um resumo com IA?
Clareza da resposta, contexto explícito, evidências (dados/fonte), atualização e uma estrutura que “fatia” o conhecimento com subtítulos descritivos. A soma desses fatores dá sustentação técnica e editorial para a citação.

Clareza é a nova “técnica” 

A nova SERP pede menos truque e mais inteligência editorial: responder bem, explicar com calma, mostrar dados, atualizar com disciplina e entregar formatos úteis. 

É assim que as novas formas de buscar no Google deixam de ser ameaça e viram vantagem. 

Em vez de torcer para acertar um atalho, use processo: parágrafo-resposta, H2/H3 que carregam dúvidas reais, texto antes de listas, comparações com critério, FAQ vivo, Schema, performance e distribuição multicanal. 

O jogo agora é resolver, e quem resolve com consistência passa na frente.

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Sobre o autor

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Rodrigo Ferré

Desde 2005, tenho a missão de criar ecossistemas digitais que convertem tráfego em vendas reais e sustentáveis. Minha vivência em mercados de alta competitividade e a experiência com negociações complexas me permitiram ajudar grandes empresas a alcançarem seus objetivos comerciais.

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